Documento legal
Termos de uso
Em vigor desde 2 de outubro de 2026.
1. Quem somos e aceitação
O VeritasGuard é uma plataforma de canal de denúncias e gestão de integridade oferecida por (empresário individual, nome fantasia Impacto Soluções), inscrito no CNPJ sob o nº 63.186.820/0001-30, com sede em Residencial do Lago, Pirassununga/SP, CEP 13633-120 — aqui chamado de “VeritasGuard” ou “nós”.
Ao acessar o site www.veritasguard.com.br, enviar um relato por um canal hospedado aqui ou usar o painel de gestão, você declara ter lido e concordado com estes termos e com a Política de Privacidade. Se não concordar, não use o serviço.
2. Definições
- Plataforma: o site, o painel de gestão, os canais públicos de denúncia e os documentos gerados por eles.
- Cliente: a empresa ou organização que contrata o VeritasGuard para manter o seu canal de denúncias.
- Usuário do painel: a pessoa autorizada pelo Cliente a acessar o painel de gestão.
- Denunciante: quem envia um relato ou acompanha um relato pelo protocolo, identificado ou de forma anônima.
- Relato: o conteúdo enviado pelo canal, incluindo mensagens e arquivos anexados.
- Protocolo: o código gerado ao final do relato, que é a única forma de acompanhá-lo.
3. O que o serviço é e o que não é
O VeritasGuard é uma ferramenta tecnológica: recebe relatos, guarda-os com sigilo, dá ao Cliente meios de organizar a apuração e registra o que foi feito. Quem recebe, analisa, apura e decide sobre cada relato é o Cliente.
O VeritasGuard não é, e não substitui:
- serviço de emergência. Em situação de risco imediato à vida ou à integridade, ligue 190 (Polícia Militar), 192 (SAMU) ou 180 (Central de Atendimento à Mulher). Um relato pode levar dias para ser lido;
- órgão público, delegacia, Ministério Público ou Justiça do Trabalho. Enviar um relato aqui não é registrar ocorrência nem ajuizar ação, e não interrompe prazos legais;
- assessoria jurídica, auditoria ou investigação. Modelos de programa de apuração de condutas, guias, conteúdos e relatórios são material de apoio e não constituem parecer jurídico. A adequação do programa de integridade do Cliente à Lei nº 12.846/2013, ao Decreto nº 11.129/2022, à Lei nº 14.457/2022 e a outras normas é responsabilidade do Cliente;
- garantia de resultado. Não prometemos que um relato será apurado, que a conduta relatada cessará ou que alguém será responsabilizado.
4. Contratação
O cadastro feito no site é uma solicitação: não cria conta, não publica canal e não obriga nenhuma das partes. A contratação se forma com a proposta aceita e o contrato assinado, que definem plano, preço, prazo, reajuste e condições de rescisão.
Havendo contrato assinado, ele prevalece sobre estes termos naquilo em que for diferente. O que o contrato não tratar segue estes termos.
A contratação é feita entre empresas, para uso do serviço na atividade do Cliente, e se rege pela paridade e pela liberdade contratual previstas nos arts. 421 e 421-A do Código Civil. Quem aceita a proposta ou assina o contrato declara ter poderes para obrigar o Cliente.
5. Obrigações da empresa cliente
O Cliente se compromete a:
- divulgar o canal aos seus públicos com um programa de apuração de condutas próprio, que diga quem recebe os relatos, como é feita a apuração e como se protege o denunciante contra retaliação;
- tratar os relatos com sigilo, imparcialidade e dentro de prazo razoável, dando acesso ao painel apenas a pessoas que precisam dele e que não tenham conflito de interesse com o caso;
- não tentar identificar denunciante que escolheu o anonimato, nem retaliar quem relatou de boa-fé;
- atuar como controlador dos dados pessoais contidos nos relatos, nos termos da Lei nº 13.709/2018 (LGPD), definindo a base legal, o prazo de retenção e o momento da eliminação, e respondendo aos pedidos dos titulares desses dados;
- manter atualizados os dados cadastrais, de faturamento e dos usuários do painel, e remover o acesso de quem deixou a função;
- cumprir a legislação trabalhista, anticorrupção, de proteção de dados e as demais aplicáveis às decisões que tomar a partir dos relatos.
6. Uso do canal pelo denunciante
- Relate de boa-fé. Descreva fatos, não suposições apresentadas como certeza. Imputar falsamente crime a alguém pode configurar denunciação caluniosa ou comunicação falsa de crime (arts. 339 e 340 do Código Penal), além de calúnia, difamação ou injúria (arts. 138 a 140), com responsabilidade civil pelos danos causados.
- Guarde o protocolo. Ele é a única chave do relato. Por segurança não guardamos forma de recuperá-lo: se for perdido, não será possível acompanhar aquele relato, e nem a VeritasGuard nem o Cliente conseguem reenviá-lo.
- Anonimato depende também de você. Não identificamos quem escolhe relatar sem se identificar, mas o próprio texto pode revelar a autoria (detalhes que só você conhece). Fotos têm local e horário removidos antes do envio, mas outros arquivos, como PDFs e documentos de escritório, podem carregar o nome do autor ou do computador. Revise o que envia.
- Envie só o necessário. Evite incluir dados de saúde, de terceiros ou documentos que não tenham relação com o fato relatado.
- A decisão sobre o relato é do Cliente. A VeritasGuard não tem acesso ao andamento da apuração e não responde por ela.
7. Condutas proibidas
É proibido, a qualquer usuário:
- enviar conteúdo sabidamente falso, ameaçador, discriminatório ou com o fim de perseguir alguém;
- enviar vírus, código malicioso ou arquivos que não tenham relação com o relato;
- tentar acessar relato, painel ou dado de outra pessoa ou empresa, testar protocolos por tentativa e erro, ou contornar limites de acesso e mecanismos de segurança;
- sobrecarregar a plataforma, automatizar envios ou copiar o sistema por raspagem, engenharia reversa ou descompilação, salvo o que a lei expressamente permitir;
- usar a plataforma para fim ilícito ou para desviar o canal da finalidade para a qual existe.
Podemos bloquear acessos, recusar envios e preservar registros para autoridades quando identificarmos qualquer dessas condutas.
8. Contas e credenciais
O acesso ao painel é pessoal e intransferível. O Cliente responde pelos atos praticados com as credenciais dos seus usuários e deve nos avisar imediatamente de qualquer suspeita de uso indevido. A VeritasGuard nunca pede senha por telefone, WhatsApp ou e-mail.
9. Preços, cobrança e inadimplência
- Preços, forma e datas de pagamento são os da proposta e do contrato.
- Cobranças legítimas saem sempre em nome do CNPJ 63.186.820/0001-30 e abrem em página do domínio www.veritasguard.com.br. Desconfie de boleto, Pix ou mensagem com outro recebedor e fale conosco antes de pagar.
- A fatura exibida na plataforma não é nota fiscal. O documento fiscal é emitido à parte, conforme a legislação municipal.
- O atraso pode suspender o acesso ao painel de gestão, sem prejuízo dos encargos previstos no contrato. O canal público de denúncias continua recebendo relatos durante a suspensão, porque o denunciante não é parte da relação comercial.
10. Disponibilidade e suporte
Empregamos esforços razoáveis para manter a plataforma disponível e segura, mas ela pode ficar indisponível por manutenção, atualização, falha de provedores de infraestrutura e internet, ataques ou casos fortuitos e de força maior (art. 393 do Código Civil). Salvo nível de serviço previsto em contrato, não garantimos funcionamento ininterrupto ou livre de erros.
Podemos alterar, melhorar ou descontinuar funções, preservando a finalidade essencial do que foi contratado. Funções em teste ou demonstração são oferecidas como estão, sem garantia.
11. Propriedade intelectual
O software, a marca VeritasGuard, os logos, textos, modelos, conteúdos de capacitação e o desenho da plataforma são protegidos pelas Leis nº 9.609/1998, 9.610/1998 e 9.279/1996 e pertencem à VeritasGuard ou a seus licenciantes. O contrato concede ao Cliente licença de uso limitada, não exclusiva, intransferível e revogável, pelo prazo contratado.
Os relatos, documentos e dados inseridos pelo Cliente e pelos denunciantes não são nossos. Usamos esse conteúdo apenas para prestar o serviço, conforme a Política de Privacidade.
12. Limites de responsabilidade
Na máxima extensão permitida pela lei:
- Conteúdo de terceiros. O conteúdo dos relatos é de responsabilidade de quem o envia. A VeritasGuard não revisa nem modera relatos e, como provedora de aplicação, só responde por esse conteúdo nos termos do art. 19 da Lei nº 12.965/2014 (Marco Civil da Internet).
- Decisões do Cliente. Não respondemos por apurações, sanções, demissões, omissões ou quaisquer decisões tomadas pelo Cliente a partir dos relatos, nem pelo cumprimento, pelo Cliente, das obrigações legais do seu programa de integridade.
- Uso inadequado. Não respondemos por danos decorrentes de credenciais compartilhadas ou mal guardadas, protocolo divulgado pelo próprio denunciante, conteúdo identificador em arquivos enviados ou uso em desacordo com estes termos.
- Danos indiretos. Não respondemos por lucros cessantes, perda de chance, danos à reputação ou outros danos indiretos.
- Teto. A responsabilidade total da VeritasGuard perante o Cliente, por qualquer causa, fica limitada ao valor efetivamente pago por ele nos 12 meses anteriores ao fato que originou o pedido.
Essas limitações não se aplicam a dano causado por dolo ou culpa grave, nem afastam direitos que a lei não permite limitar, inclusive os do Código de Defesa do Consumidor, quando aplicável.
O Cliente indenizará a VeritasGuard por reclamações de terceiros decorrentes do uso da plataforma em violação da lei, destes termos ou do contrato, inclusive por tratamento de dados pessoais sem base legal.
13. Proteção de dados
O tratamento de dados pessoais segue a Política de Privacidade. Em resumo: nos dados do site, dos cadastros, dos usuários do painel e do faturamento, a VeritasGuard é controladora; nos dados contidos nos relatos, o Cliente é o controlador e a VeritasGuard atua como operadora, tratando-os somente conforme as instruções dele e para prestar o serviço (arts. 5º, VI e VII, e 39 da LGPD).
14. Suspensão e encerramento
Podemos suspender ou encerrar o acesso de quem violar estes termos, a lei ou o contrato, ou quando houver risco à segurança da plataforma ou de terceiros, preservando o que for necessário para defesa de direitos. Encerrado o contrato, o Cliente pode solicitar a exportação dos seus dados no prazo previsto no contrato; depois disso, os dados são eliminados, ressalvada a guarda exigida por lei (art. 16 da LGPD).
15. Documentos e assinaturas eletrônicas
As partes reconhecem como válidos os aceites, propostas, contratos e assinaturas feitos por meio eletrônico na plataforma, nos termos do art. 10, § 2º, da Medida Provisória nº 2.200-2/2001 e da Lei nº 14.063/2020, bem como as comunicações enviadas ao e-mail cadastrado. Os registros de data, hora, endereço IP e integridade do documento mantidos pela plataforma servem como prova desses atos.
16. Alterações destes termos
Podemos atualizar estes termos. A data de vigência fica no topo da página. Mudanças relevantes serão comunicadas aos Clientes com antecedência mínima de 30 dias, por e-mail ou aviso no painel. Continuar usando a plataforma depois da vigência significa concordar com a nova versão; quem não concordar pode encerrar o uso nas condições do contrato.
17. Lei aplicável e foro
Estes termos se regem pelas leis brasileiras. Fica eleito o foro da Comarca de Pirassununga/SP para resolver qualquer controvérsia, salvo disposição diversa do contrato e ressalvado o direito do consumidor e do titular de dados de demandar no próprio domicílio, quando a lei assim garantir.
18. Disposições gerais
- Se alguma cláusula for considerada inválida, as demais continuam valendo.
- Deixar de exigir um direito em certo momento não significa renunciar a ele.
- O Cliente não pode ceder o contrato sem nossa concordância. A VeritasGuard pode cedê-lo em caso de reorganização societária, mantidas as condições contratadas.
- Dúvidas sobre estes termos: contato@veritasguard.com.br.